sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Por Paulo Cesar Siqueira

Não quero a beleza do mundo. Nem a alegria da vida. Não quero a esperança do final feliz.

Quero as coisas sendo as coisas. A beleza da feiúra, a alegria da apatia, a desesperança de que tudo acaba.

Não quero querer muito.

Quero a paz da inexistência. A iluminação da indiferença. A plenitude da descrença. O fulgor da indecência. A alegria da demência. A incerteza da decadência. O acalento da falência.

Quero não querer.

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