segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sobre vibes e existência, futuro e essas coisas.


"Qual é a vibe da sua existência?"

A primeira vez que eu ouvi isso achei sinceramente uma insanidade. Como assim a existência tem vibe? A existência está aí, basta você apreciá-la ou não. Viva e exista. Ou não viva e continue existindo até morrer.
Mas sei lá. Acho que não é mais por aí.

Eu mudo de ideia o tempo todo então, não é realmente nenhuma surpresa essa mudança agora. O mundo desacreditado, sem sentido, sem rumo é só uma coisa e nada mais: uma grande, fedida e gosmenta merda.

A vibe da existência é se apegar a algo que faça existir valer a pena. Nada mais que isso.

Ainda não achei a vibe da minha existência. Não sei se o mundo está tão podre, raso e irrisório que eu não consigo me encantar ou se eu ainda sonho como uma bobolóide de 15 anos em uma sensação de plenitude, felicidade e segurança. Paz. Bobolóides amam essa coisa de paz.

Não sinto isso a alguns anos, devo admitir.

Então, tô aí nessa, de procurar essa tal vibe da existência e fazer alguma diferença na minha vida. Tá bem chato viver sem esperar nada, sem um sonho. Apesar de viver sem decepções. Mas acho que sofrer é uma parte da vida. Uma parte importante, que pode ser linda, se você pensar de modo esquisito como eu. Sou meio masoquista emocional, eu sei.

Sem mais nada a dizer. Só desabafando. Ou desabando...



Confinament por Gilles Vranckx (clique aqui e veja o blog dele)

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Tell me you're not vicious...